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Estudo Lira-SPD

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Nota Introdutória

Caros colegas

Substituí o Dr Tiago Rocha em 2008, tarefa que se afigurou “macrossómica”, uma vez que a obra deixada pelo antigo coordenador é difícil de igualar.

Fazendo um ponto da situação deste Grupo de Estudo, a sua criação surgiu aquando da Reunião Anual da SPD de 2003 em Tomar. Procedeu-se à divulgação da intenção do Grupo de Estudos e convidaram-se os diferentes elementos das Consultas Multidisciplinares de cada Centro a incorporar este grupo, mediante a inscrição de uma ficha ainda disponível neste portal. A composição do grupo, eminentemente variável encontra-se também disponível neste portal.

Pretendia-se, com a publicação do Consenso da Diabetes e Gravidez em 1999 e a consequente uniformização nacional dos critérios de rastreio, diagnóstico, vigilância e terapêutica da grávida diabética que os colegas dos diferentes centros partilhassem os conhecimentos e dificuldades na adoção das novas estratégias de diagnóstico e seguimento. Nessa altura começou-se a sentir a necessidade de avaliar os dados que cada centro de uma forma ou de outra já recolhia, tendo-se desde então incentivado o espírito de registo, recolha, análise e divulgação dos dados nacionais. Este espírito tem-se mantido desde então, tendo os primeiros dados sido apresentados na Reunião de Tomar de 2005 e persistiram com regularidade até hoje. Estão assim disponíveis bases de dados relativas à Diabetes Gestacional desde 2003 e da Diabetes Prévia à Gravidez desde 2007 para qualquer elemento do Grupo de Estudo que queira fazer trabalhos, desde que mencione na filiação, a par do seu Serviço de origem, o Grupo de Estudos da Diabetes e Gravidez da SPD.

A adoção recente dos novos critérios de rastreio e diagnóstico da diabetes gestacional, bem como a abertura da possibilidade de novas terapêuticas para as grávidas diabéticas, publicadas no novo Consenso da Diabetes na Gravidez de 2011, aumentam a nossa responsabilidade em relação à atualização dos registos. Agora, mais do que nunca, é crucial que demonstremos através dos números nacionais, que a opção por esta estratégia diagnóstica e terapêutica é mais vantajosa para as grávidas com diabetes, apesar da controvérsia que ainda perdura desde que foram publicados o estudo HAPO e as recomendações da IADPSG.

Apesar das mudanças e novos desafios que assolam o país, espero continuar a contar com a vossa esforçada e desinteressada ajuda na prossecução deste projeto com uma década de vida. É bonito ver expresso nas reuniões nacionais e internacionais o trabalho de todos em conjunto, permitindo afinar estratégias em função dos resultados.

Bem hajam a todos

Jorge Dores